O assunto sobre o sistema elétrico no Brasil não está dando o enfoque que a oposição e a mídia marrom queriam. Ao sair nas ruas, ninguém comenta entusiasticamente sobre o apagão como fazem com o futebol ou a copa de 2014. O governo e técnicos do setor elétrico não têm explicações plausíveis sobre o incidente, especialistas de plantão como Mirian Leitão (Ou Mirian Porcão como diz Zé Simão), colocam a culpa na Dilma, que já deveria saber a causa do Apagão. -Porque a ministra não ligou para o Walter Mercado? Comentaristas como Mirian Leitão, Arnaldo Jabor e outros, são especialistas na vastidão dos assuntos, conversam de cocô a bomba atômica com empáfia de um PHD. É absurdo dizer que foi o maior apagão da década como proclama o jornal o "Estado de São Paulo", Revista Veja, toda a impressa burguesa e os especialistas acima citados, devido às proporções que ocorreram nos oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso. Ontem (11/11/2009), o jornal da Globo dedicou-se inteiramente ao assunto "APAGÃO" tal qual fez com o "CASO ISABELA". No decorrer do jornal, haviam explicações desenhadas dignas de um telecurso,dados ,estatísticas dos prejuízos causado pelo apagão, dono do boteco que não pôde vender cachaça gelada, patricinha no Shopping que foi no banheiro cagar às escuras,velha que tem medo de lobisomem , dona de casa que estragou a carne moída e finalizou com o senador Artur Virgílio do PSDB exigindo explicações como se o maior apagão não fosse no governo neoliberal do PSDB. Se o povo não fosse tão despolitizado, esse acidente poderia comprometer a campanha de Dilma em 2010, afinal, o governo não sabe o que houve no sistema elétrico, o que é lamentável. Agora, partidarizar um tropeço técnico, relembra os tempos do debate editado de Collor x Lula. Se o leitor for atento, perceberá que o PSDB, DEM (ex - PFL não se esqueçam) e o restante da oposição, não tem projeto para as próximas eleições, restando-lhes se apegar em factóides para fomentar uma melhora na já derrotada candidatura de Serra. Aécio Neves quer ser presidente como o avô, puxando mais para baixo a candidatura do vampiro. Resta-nos esperar e rir da propaganda pró-PSDB da rede Globo
Partindo-se do pressuposto que para ser ético devemos nos basear fundamentalmente no princípio da igualdade para com nossos semelhantes, também devemos supor que esse princípio faça-se valer para com os animais não-humanos, tendo em vista que eles, assim como nós, têm a mesma capacidade de sofrer, isso implica que eles têm interesses, diferentes, mas não totalmente diversos dos nossos. Sendo assim, o homem, no momento em que exclui os animais da condição de igualdade, o faz de forma irrefletida e antiética, por desconsiderar os interesses de seus, também, semelhantes.
Em uma escala mais ampla, ao permitir que os homens possam se eximir da responsabilidade ética para com os animais, adotam-se as mesmas premissas que permitiram aos europeus usurparem a liberdade individual dos negros. Tanto a relação dos europeus para com os negros, quanto a da espécie humana para com os animais é estabelecida fundamentada em princípios do especismo.
Não existe alegação suficientemente embasada que possa atribuir direito aos humanos de fazer o que bem entenderem com os animais não humanos, caso contrário fosse, deveríamos concordar com práticas nazi-fascistas, pois tanto estas como aquelas se valem de princípios que resultam no especismo para validarem suas práticas. Ou seja, a questão social, assim como a ambiental é tratada a partir de um viés insuficientemente elaborado nesses casos, pois as suposições que levaram os europeus a vilipendiarem os negros e os nazistas a perseguirem os judeus em nada diferem das que hoje legitimam a soberania da sociedade humana sobre as outras inumeráveis sociedades de animais não humanos: a desvalorização completa e absoluta dos interesses de outrem.
Indubitavelmente, o sofrimento dos humanos e dos animais não pode sempre ser depreendido com base em um mesmo ponto de vista, pois ambos têm características peculiares que alteram a percepção dos fatos correntes, tornando o sofrimento ora mais árduo para um, ora para outro. Como exemplo, poderíamos trazer a ideia da morte que, até onde sabemos, é entendida de forma mais profunda pelos humanos, os quais, em determinadas situações, podem melhor compreender que seu falecimento é ou não iminente, o que lhe causaria mais ou menos apreensão, diferentemente do que ocorre para um animal colocado na mesma situação. Por exemplo, há a possibilidade de esclarecer a um homem que após certos procedimentos hostis ele será liberto ileso. Isso faria com que a pessoa que vivenciasse essa experiência sofresse o impacto psicológico e talvez físico, mas, de qualquer forma, saberia que sairia ileso, fator que lhe atribuiria um significativo conforto. Em contrapartida, um animal colocado em situações semelhantes sofre muito mais, pois, para ele, um procedimento hostil significa a morte. Não há como explicar para um boi que está prestes a ser marcado com o ferro em brasa, ou para um touro de rodeio que seu sofrimento será momentâneo.
É claro que em outras ocasiões podemos obter a situação inversa: o homem sofrendo mais do que o animal. Podemos pensar em uma doença terminal e incurável. O animal, mesmo tendo suas funções cognitivas ou motoras alteradas, talvez não chegue à hipótese de que sua morte se anuncia. Diferente de como ocorre com os humanos. Destarte, o conflito psicológico que se abate sobre os animais humanos causa mais sofrimento. Contudo, para que práticas experimentais sejam legitimadas em animais, levando-se em consideração esse aspecto, considerar-se-ia que o fato de não se ter consciência de seu próprio bem-estar pleno permitiria que aqueles que têm consciência subjugassem os que não a têm. Então, seguindo essa linha, chegaríamos à conclusão da permissibilidade de práticas experimentais em crianças recém-nascidas com deficiências mentais, ou idosos acometidos por graves doenças degenerativas. No entanto, por certo, essa opção soa absurdamente inviável para a maioria das pessoas. Todavia, há de fazer-se um exercício de reflexão: quais fatores palpáveis indicam a cabal ilegitimidade desses procedimentos? É, pura e simplesmente, a igual consideração de interesses; no entanto, a partir de um viés especista, porquanto essas práticas somente soam absurdas quando dirigidas a seres de nossa mesma espécie. É claro que a desconsideração da equidade de interesses também pode se aplicar a seres da mesma espécie, nesse caso teremos a ascensão de outro conceito: o racismo. Ou seja, nós humanos, em tese, rejeitamos completamente métodos hostis que degradam pessoas, pois consideramos o nosso interesse em não sermos degradados tão digno de respeito quanto o dos outros humanos (membros de nossa espécie), mas descartamos totalmente o interesse dos animais não humanos de não quererem ser degradados, pois não atribuímos aos interesses deles o mesmo valor que aos nossos. Porém o limiar que separa a visão especista da racista é muito sensível e, em muitas vezes, pode tornar-se indissociável.
Tanto um especista como um racista valem-se dos mesmos subterfúgios para verem legitimadas suas condutas: as diferenças.No caso do especista, o que está em seu escopo são formas de assegurar as teorias arcaicas que afirmavam os animais como seres desprovidos completamente de sentimentos ou capacidades intelectuais superiores. Da mesma forma, o racista, em uma época em que a religião sobrepunha-se aos demais interesses, afirmava que os negros eram desprovidos de alma, fator, segundo eles, capaz de justificar a escravidão.
Após todas as teorias modernas a respeito da evolução animal, das quais a de Darwin foi o maior expoente, tornou-se claro o absurdo cometido tentando-se impor diferenças relevantes entre os animais humanos e não humanos. Porém, a discriminação ainda persiste baseada em pressupostos errôneos com a única e exclusiva finalidade de manter a confortável posição dos humanos com seus hábitos luxuosos de alimentação, estudo e estética.
O que há de se esperar para uma ulterior radical mudança é a conscientização de que todos os animais têm interesses e o mesmo direito de não serem usurpados de sua liberdade ou de sua vida. No momento em que admitirmos que os nossos interesses supérfluos de alimentação, estudo e vaidade não podem se sobrepor ao direito natural à vida digna, perceberemos que esse choque de interesses não podem mais suscitar discriminações ou argumentos que corroborem tais atitudes, pois o que torna o homem ético é ter uma visão ampla e equitativa das conjunturas que o rodeiam. Apoiar insossamente dada circunstância simplesmente porque se está inserido nela e em uma posição favorável é correr o risco de ver o jogo virar, e passar de caçador à caça.
O tribunal de justiça do Distrito Federal manteve ontem a decisão que impede o jornal “O estado de São Paulo” de publicar notícias sobre a operação ‘Boi Barrica (rebatizada de Faktor)-, investigação da Polícia Federal cujo principal alvo é o empresário Fernando Sarney, filho mais velho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
Com a decisão de ontem, não cabe mais recurso ao Tribunal de Justiça do distrito Federal.
O que o jornal quer passar aos seus leitores, é que o estado, sendo mais preciso, o PT (Ptêee segundo os direitistas),"instrumentalizou" a justiça, coisa que não procede devido aos embates que ocorre entre o ministro Gilmar Mendes e o governo.
Repilo a censura na imprensa, porém divulgar supostos fatos sem o aval da justiça é achincalhar com a imagem alheia.
Nunca defenderei a família Sarney, que me parece uma co-irmã da família Magalhães na Bahia.
O jornal “O estado de São Paulo” não é o veículo mais adequado para ser o bastião da verdade acima de tudo.
Como sabemos já começou a corrida eleitoral, os jornais já estão apostando suas fichas.
O jornal “O estado de São Paulo” já fez sua primeira aposta. O PSDB.
Será que irá declarar em seu editorial ?
Só veículos responsáveis fazem, como a revista CARTA CAPITAL.
Poeta! Observa as estrelas Polvilhadas em um céu infindo. Tal qual os flocos de neve dos anos Que desponta em sua vasta cabeleira. Quem diria? Você futuro de ontem, passado do futuro, Ausente no presente. Há poeta! Quantos endereços? Quantas culturas? Quantos amores platônicos? A cornucópia dos iletrados Escarnece de seu ofício, Suas pífias letras, obsoletos versos E um vasto coração. Lastro do moderno e do antigo Mergulhado com sutilezas, safadezas, Destrezas e tristeza que estava Selado, Script ensaiado Nas linhas de suas mãos. O gato que ri de Alice, Já foi preto e tinha uma forca desenhada no pescoço. O contista foi encontrado morto no esgoto. Até hoje ouço o seu corvo, Que era o mesmo de Berger. Ele gritava: Nunca mais! Nunca mais! Nunca mais!
Podemos traçar uma linha cronológica que se inicia na Idade Média com a Música Clássica, passa pelo Jazz, pelo Blues, chega no Rock ´n Roll e, finalmente, termina no Rock. Entretanto, até o Blues, as nomenclaturas eram bastante contemplativas em relação ao produto sonoro produzido. Ou seja, não se precisava ser um expert para facilmente discernir e denominar uma obra Clássica, um Jazz ou um Blues. Mas como dizer o que é Rock, Rock ´n Roll, ou um estilo ulterior qualquer? É exatamente essa a atração sublime do estilo musical que se tornou modo de vida das gerações adolescentes que vieram e ainda estão por vir.
A Música Clássica - além de sua beleza universal e inconteste – classifica-se pelo seu rigor formal e sua técnica impecável, tornando-se um estilo restrito àqueles que podiam pagar pelo estudo diferenciado.Mais adiante, a ambição humana pelo ritmo embalado, em detrimento das notas firmes da Música Clássica, e por instrumentos e técnicas mais acessíveis a um público menos elitizado fez surgir o Jazz, que, grosso modo, pode ser entendido como uma Música Clássica marginal, combativa e destrutiva. Um estilo que, em meio a fusas e semi-fusas, abriu espaço à improvisação, a partituras nem tão perfeitas – e por isso tão perfeitas -, aos instrumentos simples, à voz humana – não como complemento, mas como parte integrante -, aos erros, às angústias, aos anseios; enfim, o Jazz abriu espaço às características humanas, antagônicas ao desejo transcendental divino da Música Clássica.
Mas, mesmo tendo todas essas características reacionárias em seu cerne, era inegável a origem metódica do Jazz, proveniente de uma simbiose com Música Clássica. Então, em busca do som “natural”, mais uma cisão, dessa vez os elementos afro foram incorporados com mais força, tornando o ritmo e a melodia os elementos principais do novo estilo, indescritivelmente humano. Assim surgiu o Blues.
Com o Blues, a música deixou de ser algo feito de fora para dentro, a partir dele, a técnica não demonstrava a emoção, mas o inverso: a emoção e a sensação é que guiavam a técnica. Os sentimentos, a seu bel-prazer, é que coordenavam a ordem dos acordes, dos tons e dos timbres, através de improvisações e ritmos com muito feeling. Nesse meio de liberdade e originalidade é que a uma nova transformação deu-se o nome de Rock ´n Roll. Daí para diante, a música deixou de ser apenas música, e passou a ser um estilo de vida, uma válvula de escape às mazelas da monotonia moderna. E para alcançar este objetivo: a libertação, tudo se torna válido. A importância deixa de ser o como fazer, mas sim o que fazer. E essas características transcendem o puro fazer musical, e são incorporadas ao modo de pensar e agir daqueles que passam a apreciar o novo estilo que tem o poder de explodir todas as concepções conservadoras e limites impostos.
O Rock dá vida nova à vida, mostrando o outro lado da moeda. Apoiados no novo estilo, todos são capazes de tudo, e a lei de ordem é não ter ordem; as proibições são proibidas e a destruição confunde-se com a mais bela estética da criação.
11 de setembro visto pela ótica do oprimido, não do opressor.
Letra e música de KBÇAPOETA.
Sempre procurei algum lugar Longe de tudo e todos me refugiar Algum esconderijo que eu possa viajar Mas para os estates eu não!Nem pensar Não é o fato que aconteceu Naquela semana Mas nunca gostei da arrogância americana As duas torres que lindas1ficaram em chamas Só falta surgir uma insurgência latino americana Estates potencia do mundo yesterday 11 de setembro 2001 oh happy day Tratado de kioto não assinou Hiroshima Nagazaki estraçalhou Autonomia da ONU se perdeu O grande irmão de Orwel apareceu
Um amigo que é "DJ" ou dee jay (abreviação de "Disk jockey") coloca no seu perfil do messenger a seguinte frase: - Michael Jackson o Deus da música.
Fiquei intrigado com aquela frase, mas minha sábia discrição aconselhou-me a não questioná-lo quanto a tal demonstração de amor ao (mais um?) "Rei" do pop.
Nos tempos em que o Papa não é tão Pop, percerbo nas ruas uma certa "canonização" de Michael Jackson.
Tributos, remasterização de álbuns, corpo que não aparece, pai que não quer enterrar, médico sendo processado, funeral sem corpo, plásticas, cores de pele, taras e manias, enfim, torrentes de informações imbecis sobre a vida do cara.
Percorro o centro da cidade que no caso é Cuiabá, mas se enquadraria ao ambiente de qualquer capital, camelôs vendendo desde Cds a fotos do cantor em diversas poses (derrepente até posicões ginecológicas).
E os escândalos e programas de humor como "Hermes e Renato" ou "Casseta e planeta" que escarneciam dele, justamente seu lado "pedófilohomossexual" ?
Não acredito muito em teorias de conspiração, mas teorias comerciais para tornar vendável um mito decadente e produtos que sua imagem pode vender, sim.
Confesso que antes de Michael Jackson falecer, eu sentia falta de suas músicas no cenário internacional, atualmente invadido sem dó nem piedade por Amy Winehouse, Emos e outras porcarias.
Pouco importa se Jackson será ou não rei do pop, espanta-me é a capacidade do populacho de ser tão "manobrável" sobre seus desejos de compra.
O aprendizado da linguagem é tido como um processo formal, rígido e antiquado; ainda mais quando pensamos nas novas gerações, inseridas na pós-modernidade, em que tudo é líquido, rápido e com a obsolescência previsível, imutável e quase imediata. Ou seja, não há tempo a se perder. Então, aprender a escrita e a pronúncia perfeitamente corretas, aparentemente, torna-se um paradoxo, pois, além de demandar tempo de aprendizagem, muitas vezes, a aplicação da língua correta dificulta a fluidez da comunicação nos novos meios tecnológicos, os quais requerem alta velocidade de emissão e recepção e níveis nulos de complexidade. Prova disso são as mensagens de celular e de comunicadores online, cuja linguagem adotada é própria e sem qualquer regulamentação formal; baseada apenas em convenções interpessoais.
O grande valor em deter-se às minúcias da língua é sempre manter intocável a sua essência. Quanto mais detalhada e complexa ela for, menos espaços existirão para serem preenchidos por novas convenções locais que, a longo prazo, a tornariam incompreensível para povos distantes, mas usuários de um mesmo idioma, e, portanto, integrantes genuínos de uma grande família. Isso não quer dizer que as línguas não devam evoluir, modificarem-se e desenvolverem-se, muito pelo contrário, no entanto esse processo deve ser homogêneo e coordenado; levando em consideração todos aqueles que compartilham dos mesmos códigos, contudo não têm acesso aos mesmos recursos que possibilitam essas “evoluções” torrenciais.
Mas aprender a língua pátria é mais do que simplesmente deter-se a regras e normas formais aparentemente sem qualquer sentido palpável, às vezes beirando à insignificância, o estudo da língua é estar inserido em uma conjuntura ampla e muito mais densa do que a percepção ingênua pode ater-se. O território delimita as fronteiras de uma nação, todavia a língua transcende os limites geográficos e é capaz de unir, não uma, mas várias nações sob a égide de uma mesma essência coletiva, responsável por acolher cada um dos indivíduos integrantes desse organismo vivo que é a cultura.
Por falar em cultura, palavra de difícil assimilação, não pela falta de definições, mas pelo excesso delas, é importante salientar o serviço da língua a ela, pois, junto com as regras sintáticas e morfológicas, inerentes a cada idioma, vão juntos valores éticos, morais e até fundamentos intelectuais. Dessa forma, a linguagem não estipula apenas uma forma de comunicação, mas também de entendimento da realidade. É possível ver fragmentos meus e seus constituindo povos de culturas, à primeira vista, antagônicas.
Em verdade, enquanto houver um americano, um europeu, um africano ou um asiático falando um mesmo idioma, o mundo nunca será grande o bastante para ser totalmente desconhecido ou polarizado. Aqui e lá sempre haverá um porto seguro para se ancorar.
O vento descobre Que não pode Mudar minha direção. Julga-me abjeto, Objeto indireto, Alheio a qualquer situação. Internamente em catarse A cada fato que cause O irmão repartir seu pão.
Andarei leve, qual pensamento. Solto como perdão, Veloz como injúria presa. Palavra suplicando desabafar. Verbo preso, nunca mais! Quero ouvir das línguas A fala pulsante, viva se metamorfosear. Ser andante na procura, no esmo reinante, No pavonear dos estradeiros. Do artesanato único e exclusivo, Serei o observador Perene, errante, anônimo.
O problema inerente ao filme Matrix é: até onde podemos confiar na nossa percepção que acredita diferir a realidade do idílico. Bem, esse questionamento é extremamente antigo e causa muita angústia aos que se debruçam sobre ele; pois, mesmo Descartes tendo dito “penso, logo existo”, no desespero atroz de alimentar seu egocentrismo, perguntas ainda ficam suspensas: o que é a realidade? Que garantias temos de que diferirmos o que é real do que não o é? Será que pensar é garantia de existir? O que é existir?
O homem é extremamente antropocêntrico e egocêntrico; tem dificuldade em conceber que a natureza não necessita de sua presença, muito menos de sua existência: o mundo pode girar sem ele. No entanto, essa posição é desconfortável, o que o faz, desesperadamente, procurar fórmulas incontestes e dados empíricos factuais que comprovem, inexoravelmente, a sua condição de existência e de participação do que ele acredita ser o real, o existir. Essa ideia preconcebida de homem esclarecido e detentor do conhecimento fecha os olhos para o que pode estar além do sensorial. A criança quando nasce é impelida a um mundo repleto de signos, significados e códigos. O recém nascido é carne, e só. A partir de então, mentiras e suposições tidas como verídicas são gravadas no seu cerne, no âmago de um ser acrítico.
Em tese, para um código ser minimamente confiável, devemos atribuir-lhe certas características estruturais, a saber:binariedade: cada código deve ser estruturado em paridade; polaridade: cada par binário deve manter uma relação de oposição; e assimetria: um dos componentes do par deve prevalecer em detrimento do outro. Essas características tornam possível a distinção entre a dor e o prazer; entre a água e o fogo; e etc. Mas qual é o par da realidade? Qual a sua negação?
Exatamente isso o que torna a percepção da realidade e, até mesmo, da própria existência uma suposição calcada no nada. O filme Matrix elucida esse dilema de maneira bastante interessante. Toda a vida daqueles que acreditavam estar na realidade - na qual eu e você também acreditamos estar inseridos - em verdade, estavam em um mundo alheio ao seu conhecimento, fora do seu saber e do seu entendimento e compreensão; mas só critica quem conhece, então, por estarem cegos, as pessoas ingenuamente faziam parte de uma sociedade paralela, servindo a propósitos diversos dos quais acreditavam servir. Preocupavam-se com tarefas as quais não existiam, sofriam por problemas fictícios e sentiam prazer por benefícios idílicos.
O que é mais frustrante nesse imbróglio que é, ou pode ser, a realidade é o fato de que nós, teoricamente, estamos inseridos nela, tal como ela se apresenta. Ou seja, não somos um observador externo e nunca o seremos, pois todos os artifícios e subterfúgios criados, ou que ainda o serão, vão estar fundamentados sobre a égide da “realidade” que nos foi apresentada quando ainda éramos apenas carne, e só. É como se houvesse grandes braços anuviando nossa visão, impossibilitando-nos de ver além.
Ficcionalmente, no filme Matrix alguns personagens conseguiram libertar-se dos “grandes braços” e chegaram a um estado de consciência mais avançado do que o dos demais. Entretanto, o processo de libertação não conseguiu responder satisfatoriamente a dúvida: estavam, finalmente, de fato, na realidade? Para uma análise menos redundante, cíclica e infinita, vou admitir que só haja a possibilidade de duas realidades: a idílica e a, teoricamente, real.
Ao se libertar do mundo Matrix, os personagens chegaram a uma segunda forma de realidade, com características sensoriais e perceptíveis diferentes; mas, ainda sim, que respeitavam as mesmas leis físicas de tempo, de espaço e das dimensões. Mas que garantias eles tinham de que sua nova condição existencial era a real? Nenhuma, porque, grosso modo, tanto o mundo Matrix como a “realidade” eram pautadas pelas mesmas diretrizes, pelas mesmas leis; não existia entre elas binariedade, polaridade ou assimetria.Não que as leis que validam um código, necessariamente, tenham que se aplicar à realidade absoluta. Mas, como mostrado no filme, tanto a primeira como a segunda realidade não têm atributos que podem defini-las como verdadeiras ou falsas. A linha cinematográfica adotou que, por eles no mundo Matrix estarem sonhando, e por o sonho ser definido em nossa realidade como um estado não real, eles não estariam na realidade quando no mundo Matrix. Contudo a realidade está além do conhecimento humano, ou pelo menos o conhecimento absoluto da realidade.
A principal contribuição do filme à sociedade é o fato de chocar as ideias estáveis e conservadoras dos que acreditam poder ter algum ponto de referência estável, fixo ou absoluto. Tudo são visões particulares de um todo maior e muito mais complexo, em que as leis que regem o tempo e o espaço não necessariamente são leis, tampouco o pouco que acreditamos conhecer, de fato, é conhecível. Todavia, para fins de manter a sanidade, foram adotados padrões de entendimento para que se possa haver comunicação. Para entender a realidade, abafamos as verdades e contentamo-nos com a mentira estável e imutável, movidos pelo eterno pavor da sombra da loucura que paira sobre aqueles que não se adaptam à cartilha da existência.
É de costume as pessoas mais intelectualizadas terem o hábito clichê de repudiar a televisão. Entretanto, essa recusa baseia-se em um medo difuso, não muito bem consolidado, tampouco objetivo. O receio que paira sobre as mentes abertas é de serem apanhadas pela pavorosa alienação. Mas pouco se reflete sobre como um simples aparelho pode ser genitor de uma causa tão espúria e macabra.A teoria fundamenta-se no seguinte:
Desde seu surgimento, a televisão foi feita pela elite e para a elite. Sendo assim, os “donos” do aparelho elaboravam programações especificamente para seus semelhantes, tendo em vista o altíssimo valor dos equipamentos, somente acessíveis à minoria elitizada econômica e culturalmente.
O tempo passou, e o grande negócio incipiente não seria capaz de manter-se, lucrativamente, sem sua popularização. E assim foi feito. Em pouco tempo, a televisão já estava na maioria dos lares do “povo”. Contudo, a programação sofreu mudanças drásticas somente em sua superfície, mas não em seu fundamento; a televisão continuou com seu caráter elitista; o povo via, mas não [se] via nela. As mudanças “drásticas”, na realidade, foram pequenos ajustes que possibilitaram ao “Homer” (como é tratado o “povo” por alguns marajás da comunicação, fazendo referência ao estúpido personagem dos desenhos animados) compreender minimamente o que estava sendo difundido. Criaram-se as telenovelas: nada mais do que cenas do cotidiano da elite, ou de um povo elitizado. Um cotidiano distante (do grego tele – distante) da realidade do povo, mas ao mesmo tempo, suficientemente cativante.
Então, o que se vê na televisão, hoje em dia, são, predominantemente, as excentricidades da vida: empresários ultra bem-sucedidos como Bill Gates; os homens mais influentes [do mundo]; as mulheres mais belas [do mundo]; os melhores jogadores [do mundo]; os maiores criminosos [do mundo]; a rainha dos baixinhos; o rei do pop; o fenômeno disso, a revelação daquilo; e, até, as pessoas mais feias; mais gordas; mais magras; mais isso, menos aquilo; e etc. No entanto, a percepção humana não interpreta essas personalidades excêntricas apenas como fragmentos sendo difundidos através de um aparelho que os agrega, mas percebe como se todos estivessem em um espaço físico único e determinado. Ninguém diz: eu vi fulano no programa tal. Todos dizem: eu vi fulano na [TV]. E essa informação basta para que todos entendam o significado desse código. Todavia, é descartada totalmente a enorme diferença entre ver alguém no programa sensacionalista da emissora retardatária, e ver essa mesma pessoa no programa de entrevistas da emissora segmentada, mas nem por isso menos influente.
Alguém estar na TV é o mesmo que esse alguém estar imerso em um mundo fantástico: uma sala na qual dividem espaço Ronaldo, Gisele, Michael Jackson, Airton Sena, Bush e etc. É como ser convidado para uma festa que somente os melhores, mais importantes e mais influentes são convidados. Estar na TV é ser parte integrante do mundo dos poderosos; é ser também um poderoso. Por essa razão, a televisão exerce esse poder quase hipnótico nos telespectadores.
A elite, mantendo restrito o acesso a esse meio, torna gratificante o fato de se ser “selecionado” a integrá-lo. Devido a isso, as pessoas não cobram para terem sua imagem exposta. Estar sendo divulgado já é a maior recompensa que alguém pode obter. O status de estar na mesma tela que o presidente dos Estados Unidos, ter o mesmo enquadramento que Elvis, usar o mesmo tempo de fala de Maradona e todas as outras características que são idênticas a qualquer pessoa excêntrica veiculada na televisão não tem preço.
Tudo isso forma a periculosidade da televisão. Uma afirmação dada na TV traz consigo toda a reputação e credibilidade do Papa, de Raul Seixas, da Madre Teresa, Paulo Freire e de qualquer outra personalidade que já foi meticulosamente selecionada para integrar o rol dos “escolhidos”. Desta forma é que se cria a fascinação por aqueles e por aquilo que “aparece” na televisão. Por essa razão que até os mais sábios, após sessões de lavagem cerebral indireta, podem passar a admirar pessoas inseridas no padrão de beleza; achar marcas, modelos de veículos e roupas mais atraentes; e realmente acreditar na superioridade de certos produtos alimentícios.
O medo da alienação reside em nossa desconfiança em relação às nossas faculdade psíquicas que podem falhar ao discernir os fragmentos que inundam a tela do todo complexo que é a televisão. Qualquer um sabe que certo programa não merece credibilidade, entretanto podemos falhar em repudiar a pseudo-veracidade desse programa, devido a toda a carga de credibilidade que outros programas em certas épocas transmitiram.
O grande risco que a televisão representa à sanidade intelectual é a fácil substituição da parte pelo inteiro. Precisamos doutrinar nossa mente a reconhecer cada fragmento exposto como apenas um fragmento e nada mais que isso. Sem carga passada ou atributos agregados. Cada momento televisivo deve ser um momento iniciado e acabado nele mesmo, sem deixar resquícios ou margem a interpretações subsequentes ou adjacentes.
O trabalho de ourives até podermos, em segurança, subtrair algo de útil do instrumento doutrinário das elites é árduo. Então, pelo sim, pelo não, deixá-la desligada é a atitude mais prudente.
Vivemos em um verdadeiro mundo caótico e de valores deturpados. O individualismo mórbido segrega e tortura o desenvolvimento racional. O consumismo supri-se da ignorância. E na contramão disso tudo vem o admirável mundo novo da utópica Internet. Um mundo paralelo que, embora surgido da ânsia do capitalismo voraz, é sua antítese, é o sistema marginal desse mundo fadado ao fracasso.
O que antes tinha a simples intenção de transmitir informações e projeções financeiras das grandes máfias corporativas que controlam os mercados de ações, nas mãos de Gates, Jobs e outros se popularizou. E hoje é o espaço da difusão do livre pensamento e da verdadeira liberdade de expressão.
É curioso perceber como se dá o desenvolvimento da comunidade internauta. Nos dias atuais, todo e qualquer esforço ou atividade que necessite metabolizar energia é passível de ser quantificado financeiramente: desde a troca de uma lâmpada até o recebimento do horóscopo diário com descrições aleatórias e, muitas vezes, repetidas. Entretanto, no mundo digital, perguntas técnicas, feitas em fóruns, trazem respostas esclarecedoras, capazes de solucionar as dúvidas a respeito do computador, do carro ou do humor da sua esposa. Tudo isso inteiramente grátis e com muita boa vontade. Basta alguns cliques pela Wikipédia e poderá ver-se informações a respeito de tudo. Mesmo que a prepotência cientificialoide insista em virar a cara para a nova referência bibliográfica universal, ela cada vez mais ganha espaço e credibilidade. Para observadores cartesianos paira a dúvida: onde está a motivação capitalista que impele essa ajuda, de fato, abnegada? Pois bem, meus amigos, o maravilhoso mundo da Web 2.0 gerou espontaneamente a primeira experiência comunista da sociedade humana. A tecnologia, sempre fiel aos interesses dos poderosos, acabou por minar a ascendência desenfreada do consumismo. Os adolescentes, e adultos, e velhos, e crianças cada vez mais estão aprendendo a viver de bits, bytes e de seqüências numéricas em constantes processos de codificação e decodificação. Facilmente alguém passa horas do seu dia absorto em seus devaneios via algum comunicador de mensagens instantâneas, ou atualizando sua página pessoal, abrindo sua caixa de email e etc. Até o velho costume de alimentar-se está sendo relegado. Mesmo tendo muitos lados essa verdade, é importante reconhecer o mérito dessa modernidade, pois ela tem uma implicação social muito relevante.
O maior risco que a Internet apresenta às finanças das grandes corporações é que ela destrói as teorias tão arraigadas como a da oferta e da procura. Quando surge a procura por um determinado produto virtual, a oferta adapta-se a ela. Sendo assim, oferta e procura são diretamente proporcionais. E, diferentemente do infeliz mundo real em que vivemos, para um ter o outro não precisa perder; todos podem ter; tudo é replicável e limpo. Se dez pessoas querem uma música, dez pessoas a terão e ninguém terá uma música a menos ou ficará muito rico às custas desses dez desejos. Da mesma forma, essas dez pessoas, cada uma com a música que escolheu, podem compartilhar com mais dez e infinitas pessoas, até que todos a tenham. Ninguém perde ou ganha no sentido burguês impregnado no inconsciente de toda a humanidade.
Os poderosos perceberam que prendendo o povo nas ditaduras precisariam investir muito tempo e dinheiro em mecanismos de repressão que, apesar de garantirem divertidas sessões de tortura, eram onerosos financeiramente, logo inviáveis. Incutindo nas pessoas a falácia patética da democracia, todos acreditando que têm poder sobre si e, até mesmo - muito engraçado – sobre a nação, não teriam contra o que se rebelarem e assim o jogo continua sem intervenções.
A Internet mostra de forma indireta aos homens o que é um verdadeiro mundo livre. Nela as pessoas entendem o sentido da liberdade de expressão e de pensamento, sem adaptações ridículas que invalidam suas premissas básicas.
Através dos populares “Nicks”(pseudônimos virtuais) ou Fakes (heterônimos virtuais) ignora-se o artigo 220 da Constituição Federal que prevê a vedação do anonimato na divulgação de informações. Artigo criado justamente com a finalidade de punir ditatorialmente àqueles que forem contra o sistema moralista e hipócrita da sociedade.
A beleza da Internet reside no fato de podermos deixar nosso Id vagar livremente por sites e domínios bizarros, sem com isso mancharmos a identidade ilibada do pai de família que trabalha durante toda a semana para manter saudável e feliz sua esposa e seus filhos. Todos somos assassinos, estupradores, pedófilos, zoófilos e outros filos mais em potencial.
Apesar de absurdo o que muitas vezes circula pela Internet, todos deveriam ter o direito de conhecer, e, sob hipótese alguma, qualquer tipo de conteúdo deveria ser impedido de ser divulgado. Sim, sem dúvida, conteúdos taxados como impróprios deveriam ser impedidos de serem realizados e seus desenvolvedores, dependendo do caso, deveriam ser punidos; mas jamais os que assistem. Não há dúvida que muitas pessoas que estão lendo esse post já assistiram ou procuraram informações sobre assuntos que jamais ousariam revelar ao seu ursinho ou ao seu psicanalista, mas nem por isso representam um risco à sociedade.
É absurdo pensar que ainda vivemos sob o mesmo sistema repressivo de antigas ditaduras. Não há a liberdade de ser sustentada certas posições políticas tidas universalmente como erradas, assim como o Nazismo. Sem dúvida, esse sistema político tem em seu cerne fragmentos que colocam em risco a integridade de certos indivíduos, portanto não deve ser legitimado. Entretanto, não é admissível que o conteúdo ideológico sofra obstruções de difusão. Se se acredita que pessoas ditas nazistas representam um risco à sociedade, medidas [educativas] e não repressivas deveriam ser adotadas para que ideologias como essa não sejam escolhidas; mas o direito de escolha deveria ser assegurado, de outra forma onde está o direito à liberdade de pensamento? De nada adianta tapar o problema. Impedir que um nazista sustente uma suástica não impede que ele a venere ideologicamente. Da mesma forma, prender uma pessoa que assiste conteúdo pedófilo não acabará com o problema, muito pelo contrário, incentivará a prática, pois quanto mais medidas repressivas forem adotadas, mais caro tornar-se-á a obtenção desses conteúdos, e, por consequência, mais lucrativo aos criminosos.
A educação não deve ser confundida com alienação ou censura. Os jovens desde muito pequenos deveriam ser alvejados com tudo o que a história produziu, inclusive com todas as questões filosóficas, éticas e psicológicas. E assim, com um arcabouço humanístico minimamente decente, poderiam discernir, por conta própria, o certo do errado; fazer seus julgamentos subjetivos de valor, sem a interferência externa dos gorilas intelectuais.
A Internet tem uma participação louvável na sociedade. Ela hoje é a válvula de escape para que possamos ser o que somos, sejamos bons, sejamos maus. Ela não transforma homens em demônios, apenas revela-os como sempre foram e sempre serão. Mas o que mais chama a atenção é que todas as atitudes aplicadas ao mundo virtual, nada mais são do que reflexos do mundo real. E, apesar de tantas práticas criminosas, o que mais salta aos olhos são os benefícios desse mundo virtual. É incrível o fato do livre acesso à informação de toda ordem. É incrível a verdadeira liberdade de expressão. Resumindo, é incrível o verdadeiro sabor da verdadeira liberdade, da mais pura e verdadeira individualidade romântica burguesa. E mesmo com toda essa liberdade o que se avulta é a utilidade do homem ao homem, e menos a estupidez recíproca.
Abaixo à repressão virtual; abaixo ao poder coercitivo; abaixo à restrição da privacidade; abaixo às leis e normas de conduta; abaixo ao governo e aos governantes do mundo virtual. Quero ter minha vontade soberana; quero ser livre pra dizer o que penso e como vejo o mundo; quero estar imerso em todos os crimes e criminosos virtuais, pois é na fictícia realidade que os monstros rebelam-se, e eu quero estar em companhia de todas as aberrações que o sistema opressivo e selvagem criou. Viva a liberdade, viva o Anarquismo 2.0!
"Posso não concordar com nenhuma das vossas palavras, mas defenderei até a morte o vosso direito de enunciá-las". (Voltaire)
Vejo o lúdico Vejo a forma Que se recusa a por Preconceitos Panacéia Uma idéia que beira A sandice Oh minha sandinista Não guardo mágoa Volto a manágua
Uma cidade um estado. Um estado de espírito Estado da matéria Matéria essa Que é vital para o poeta Como o alquimista trabalha sua pedra filosofal O poeta vê na imagens palavras Tais palavras formam poesias
Ao contrário do que o excelentíssimo ministro Gilmar Mendes alegou, o jornalismo é sim uma profissão que, como todas as outras, é de imprescindível necessidade que se tenha o diploma. Talvez o Ministro tenha cometido essa gafe, porque Ministro, assim como qualquer outro cargo político, não requer diploma, nem mesmo ensino médio. Então, provavelmente, Mendes, apesar de ser uma pessoa de cultura invejável, tenha deixado passar alguns fatos históricos em que a imprensa, e, por consequência, os jornalistas alteraram significativamente a conjectura do país, mostrando que o jornalismo, sim, é uma profissão que requer uma formação especializada, como as citadas pelo ministro: medicina, engenharia e [direito]. Pois todos hão de convir a inexorável similaridade entre as profissões de bacharel em direito e jornalismo... Acredito que, ao seu modo, cada uma das duas promove – ou deveria promover - políticas para tornar a sociedade mais igualitária, liberta e fraterna.
Só para refrescar a memória histórica do nosso ministro que humilhou, desacreditou e quis subjugar a profissão, o Brasil, hoje, é independente graças a atuação da imprensa, que só em 1808 foi autorizada a estabelecer-se na nova terra, pois todos – menos o nosso ministro – sabem da importância política que o jornalismo tem. Após 1808, a imprensa sofria a censura prévia, que impedia que notícias indesejadas chegassem ao conhecimento da população, mesmo tendo-se em vista que a população daquela época era composta, majoritariamente, por iletrados. Em 1822, com a revolução do Porto, em Portugal, a censura atrasaria a chegada das notícias, então ela foi abolida, o que possibilitou que conteúdos subversivos fossem difundidos. Então, a imprensa depôs um rei e conquistou um imperador, que foi deposto após ser acusado de mandar matar um ilustre – vejam a coincidência – jornalista, Líbero Badaró. O novo imperador manteve-se no poder até que revolucionários e abolicionistas começaram a propagar ideias contrárias ao império, através dos pasquins (imprensa alternativa de conteúdo satírico e difamatório). Assim instaurou-se a república velha, que foi derrubada pela imprensa partidária. Entrou Vargas que manteve-se no poder apoiado na imprensa radiofônica, mas sofreu um golpe articulado pelo jornalista Carlos Lacerda e... etc.etc. Poderia ser feita uma linha do tempo desde o descobrimento até hoje, mostrando que todos os pontos relevantes da história brasileira, e de qualquer outra nação, sempre estão atrelados à imprensa. Ou alguém se esqueceu de quem colocou e tirou a ditadura nesse país? Os mesmos órgãos que decidiram pelo golpe de 1° de Abril, também elegerem nosso presidente Fernando Collor de Melo. Agora eu pergunto: a ditadura representou ou não um risco à sociedade? Acredito que qualquer pessoa coerente concorde que sim. Aí é que reside a delicadeza da profissão: um médico ou um engenheiro podem colocar em risco a vida de muitas pessoas, mas esse [muitas] pode ser quantificado, já um jornalista pode causar danos a um número inestimável de pessoas, pois a informação não têm dono e voa livre, arrasando ou fazendo florescer as plantações por onde passa.
O nosso caro, muito caro, Gilmar Mendes, como um nobre senhor da direita, nada mais foi do que um fantoche das grandes empresas de comunicação.
Eu matei, mesmo sem querer matar. O pior de tudo, é que ser assassino é luxo de poucos nessa vida cheia de regras e de planos de liberdade. E o que mais me entristece não é ter matado, mas sim ter matado a pessoa errada. Matei a sangue frio um ser inocente, alguém que não deveria morrer, e que, muito menos, sabia que iria morrer... Ela não sabia... Eu a enganei. Ela confiou em mim, e eu me aproveitei da sua confiança cega. Seus olhos... Nunca vou me esquecer dos seus olhos. O olhar mais puro e doce que eu já vi na minha vida. Como eu pude... Com tanta gente certa para morrer, fui escolher justamente a errada. Ela morreu sem saber porque morreu; e eu, sem saber porque matei... Dois seres irracionais que se encontraram. Eu, sem dúvida, era o mais irracional dos dois. Porque, enquanto eu a matava, pude refletir, e tive a oportunidade de desistir. Mas não pude... Não pude... Não pude... Como pode alguém ter poder para decider pela vida ou pela morte? Como pode essa coverdia? Como eu pude ter esse poder em minhas mãos? Quem sou eu? Eu não passo de um nada vagando em uma pedra no espaço. Eu tive o poder, e não o soube usar... Entre o corpo que ficou imóvel, e o meu coração que, porcamente, continuou a bater, tenho certeza que o coração foi o que mais se feriu. Aquele olhar nunca vai sair da minha alma... O olhar me julgou, me condenou e me sentenciou... Eu fracassei. Venci porque matei, mas perdi porque matei a pessoa errada. O arrependimento corrói. E os olhos... Aqueles olhos eu sei que sempre vão estar a me olhar... Para sempre, onde quer que eu esteja. Eu libertei uma alma e vendi a outra... Céus, eu matei a pessoa errada.
A despedida é o sentimento mais bonito e o mais cruel; talvez seja o mais bonito por ser o mais cruel, e mesmo assim, encontro após encontro, insistirmos em estreitar os laços que unem o meu eu ao eu do outro.
O mais incompreensível é saber como pode ser tudo tão rápido e, ao mesmo tempo, tão intenso. É como se a cada milímetro que o eu do outro se afasta, quilômetros de pele fossem extirpados do nosso eu. E, como se não bastasse, quando o eu do outro já não está mais à vista, e já não temos mais pele cobrindo o nosso ego, protegendo-nos do externo, protegendo-nos do desconhecido, jogamo-nos na vala mais profunda da existência; pois precisamos nos esconder de tudo e de todos, porque nossa sensibilidade está à flor da pele, da pele, aliás, que já não possuímos mais. Esse momento é sublime e desesperador; sufocante como a câmara de gás; causa dor nas glândulas lacrimais e na garganta; mas, acima de tudo, causa dor na alma.
É terrível a dependência; é terrível a fraqueza. Esses instantes, tão sensoriais, tão impressoriais, são aterrorizantes porque neles é possível perceber que os indivíduos, por mais individualistas que sejam, trazem dentro de si, na sua composição física, psíquica e emocional, elementos dos outros; trazem consigo os outros, e somente os outros. O indivíduo é um castelo de cartas, em que cada uma delas é importante homogeneamente, mesmo que se distribuam e contribuam de maneiras diferentes para a estética, para o externo, para o perceptível e palpável. Mas, se quaisquer delas for removida, seja qual for a sua posição física, o castelo desabará da mesma forma; o castelo tornar-se-á aquilo que é: o nada, o entulho, a massa disforme e sem sentido de existir. Mas o que mais dói é saber que cartas em cima da mesa não são imponentes, não são dignas de serem vislumbradas ou de serem fotografadas, pois são apenas cartas, e mais nada; completamente diferente do majestoso castelo de outrora; da futilidade superficial da mentira; da prepotência; e do egoísmo: cartas em cima da mesa, são cartas em cima da mesa; cartas unidas, contribuindo igualmente para representar a forma de um castelo, são apenas [um] castelo.
Por isso a despedida fere, pois ela mostra a nós - castelos fúteis - que não somos apenas [um] castelo; mas que somos mais, somos muito mais e muito menos do que a nossa prepotência permite enxergar: somos todos aqueles que nos rodeiam; somos desde o mendigo que chutamos até o burguês perante o qual nos ajoelhamos. E a ausência de quaisquer deles poderá nos desestabilizar da mesma forma irremediável e dolorosa, pois, na despedida, descobrimos que nada somos além de nada.
Há muito as opiniões das massas vêm sendo fustigadas por ideologias arraigadas: direitismos e esquerdismos afins. O espaço Psicodelia Sarcástica surge com a intenção nobre e explosiva de detonar os princípios basilares que sustentam encéfalos calejados de moralismos e opiniões pré-concebidas; revitalizar o inconsciente coletivo que insiste em vomitar virtudes arcaicas, obsoletas e deturpadas as quais obstruem o fluxo das ideias necessárias à reestruturação da sociedade caótica do século XXI. Não queremos vender ideologias, tampouco críticas infundadas. Pelo contrário, somos a antítese da esquerda e repudiamos a direita. Temos um caminho à parte, entretanto jamais indiferente. Através da música, literatura e opiniões corrisivas, pretendemos cultuar um jornalismo informal, despojado e, acima de tudo, sarcástico. Não conhecemos a censura ou o pedantismo. Somos cruéis e piedosos. Não somos os donos da verdade e não somos escravos da mentira. Vivemos com a mente aberta, sem receios ou obsessões. Vivemos para viver e para informar, vivemos uma psicodelia sarcástica. Seja bem-vindo ao fantástico mundo das ideias, onde a sua opinião sempre faz sentido! (Guerra)
"Crianças lunáticas,civilizações tão trágicas"*¹ A poesia ,música,cinema e outras artes nunca estiveram tão juntas quanto hoje. -Mas o que é arte? Pergunta o ávido estudante. A resposta não estará aqui;sinceramente não estará em lugar nenhum. Ela está em você! Se você adora as novelas que lhe mostra um “mundo de Alice”,azar o seu. Aqui como diz Tom Zé: -Viemos para complicar não para explicar! Se gosta de pensar: Seja bem vindo. Se és um retrógado direitista: Ninguém lhe chamou aqui! (KBÇAPOETA)
CESURA PARA CENSURA
-
Pode ser meu eu,
Na luz do que sou,
desvelando ser,
revelando ter
Imaginação?
Posso ter meu eu,
Na sombra que fui,
Confessado ser,
Privado de ter
Imagi...
CESURA PARA CENSURA
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Pode ser meu eu,
Na luz do que sou,
desvelando ser,
revelando ter
Imaginação?
Posso ter meu eu,
Na sombra que fui,
Confessado ser,
Privado de ter
Imagi...
CESURA PARA CENSURA - por - KBÇAPOETA
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Pode ser meu eu,
Na luz do que sou,
desvelando ser,
revelando ter
Imaginação?
Posso ter meu eu,
Na sombra que fui,
Confessado ser,
Privado de ter
Imagi...
O Poder Televisivo
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É de costume as pessoas mais intelectualizadas terem o hábito clichê de
repudiar a televisão. Entretanto, essa recusa baseia-se em um medo difuso,
não m...