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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Tudo está no seu lugar







Lula na senzala
  Temer na varanda
    Casa grande clama
  Louros da vitória

Na senzala Lula
   Na varanda Temer
      Casa grande: Louros
Clamam a vitória




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Être ou ne pas être Charlie – là n'est pas la question








   Ser ou não ser Charlie Hebdo não é a questão. A questão é por quê ?
   Charlie Hebdo pode ser comparado com as piadas grosseiras e racistas de alguns comediantes de stand-up que fazem da ofensa gratuita seu meio de vida.
   A intolerância grassa não só no Brasil, mas no mundo.
   Terminando o primevo mês de 2015, os rumores reacionários estão um pouco mais apaziguados, é possível refletir no festival de impropérios que foi essas eleições.
   Ainda estou estupefato por ouvir gente clamar a volta dos militares no governo. Tal afirmação só pode ser comparada aos Jihadistas que vislumbram um mundo seguindo politicamente as leis de Maomé.
   Evangélicos fundamentalistas encontraram em Jair Bolsonaro o porta voz das imbecilidades homofóbicas e reacionárias. Ainda me pergunto o que leva alguém a votar em Jair Bolsonaro.
   Saindo das sandices ignorantes proferidas por Bolsonaro e rumando para Place de Clichy, o discurso e a ignorância manipulada é a mesma. Morte aos radicais que são muçulmanos.
   No Brasil, muitos que estampam a frase no facebook “Je suis Charlie” aplaudiu o fuzilamento do brasileiro na indonésia envolvido com tráfico drogas. O que dizer de alguém que a morte de um ser humano não lhe sensibiliza ?
   O mundo  mostra que está na moda ser conservador, reacionário e pouco se importar para vida alheia desde que seja branca e europeia.
   Quantos morreram no ataque na Nigéria quando o Boko Haram tomou a base militar e a cidade de Baga ? Foi no mesmo dia do atentado à revista, Dois mil ou um pouco menos morreram. O que os “cidadãos de bem” escreveram nas páginas de seus facebooks e blogs ? Nada.
   Não será de estranhar um ataque nas regiões orientais “casualmente" nas regiões petrolíferas controladas por terroristas orquestrada por europeus e norte-americanos.
   Déjà vu?
   A questão não é ser ou não ser Charlie Hebdo e sim aceitar o contraditório. Se aqui no Brasil os ditos “patriotas” desrespeitam sua autoridade máxima em um gesto grosseiro e cafona e tentaram ao máximo ter um terceiro turno e estão na torcida do “quanto pior melhor”, o que farão fundamentalistas que foram provocados a anos por um veículo sem escrúpulos
   Je suis respectueux.




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Golpe político-midiático de Campo Grande para o Brasil










      Lendo os jornais locais e nacionais fica fácil perceber o golpismo midiático contra o atual governo federal.
      Os jornais da capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, segue a mesma linha editorial dos periódicos nacionais como “Folha de São Paulo”, “Estadão” “O globo” e outros.
      Campo Grande foi a capital que presenciou o golpe no município ao cassarem o mandato de “Alcides Bernal” em seu primeiro ano de mandato por contrariar as oligarquias da cidade morena e do grupo no PMDB  de André Puccineli com aplausos dos latifundiários local.
      Os jornalões nacionais e as emissoras de televisão de abrangência nacional do Brasil procuram obter o mesmo sucesso da capital sul-mato-grossense.
      A grande mídia funciona como uma agência publicitária patronal, pronta para disseminar o conservadorismo, atitudes reacionárias, intolerantes e até mesmo golpistas.
      Slogans, personagens e estímulos de consumo são gerados desde a redemocratização. O termo “petista” é um exemplo disso.
      A maioria dos analfabetos político, desconhecedores da plasticidade atual das siglas partidárias informam-se apenas pelo “Jornal nacional” e as novelas  da rede globo.  Dispensa explicações sobre as diversas atitudes golpistas que tal emissora já praticou no país(Edição do debate Collor x Lula).
     O 11 de setembro de 1973 foi marcado pelo golpe político, midiático e militar incensado pela igreja católica e o empresariado reacionário chileno.
     Na Venezuela , época em que ainda vivia Hugo Chaves, os mesmo atores venezuelanos, Igreja, mídia e empresariado “reaça” tentaram solapar o mandato de um presidente eleito democraticamente.
     Em 1964 os principais apoiadores do golpe militar foram a parcela conservadora da igreja católica, empresariado paulista em sua maioria e a fascinante mídia nativa brasileira.
     Bernal, Allende e até o nosso vizinho paraguaio Fernando Lugo não resistiram a pressão do capital, fascínio da mídia e a ingenuidade do povo.
     Hugo chaves resistiu a tentativa de um golpe que fora apoiado pelos reacionários de todo o planeta. Pessoas que não admitem o contraditório, pobres no poder e diminuição do abismo social.
     O reacionário conservador do Brasil entende que políticas sociais como Pró-uni, fies, ENEM e Bolsa-família são meras esmolas que incentivam o povo ser vagabundo.
     Será que Dilma Roussef irá resistir a pressão da direita reacionária, corrompida que seduzem os espectadores seduzidos pelas grandes empresas de televisão e os impressos jornalões?




                                              Visitem Kbçapoeta






quinta-feira, 13 de novembro de 2014

BRASIL DIVIDIDO ?



     



      O Brasil além de não ter sido mais descoberto por Pedro Álvares Cabral, agora ficou dividido.
      Fico estupefato com a criatividade da mídia golpista  e dos jornalões puxa- sacos da casa grande que vivem de criar slogan para defenestrar os locatários indesejados do planalto.
      O movimento popular, pífio em radicalismo, subserviente ao capital e minimamente desenvolvedor de políticas sociais é visto pelos simpatizantes do conservadorismo de direita como um Josef Stalin que deve ser banido para a antiga prisão siberiana.
      Uma prova cabal que a elite “jacu”, cafona e grosseira, a elite Brasileira é desprovida de qualquer bom senso foi a vaia da presidenta Dilma.
      Os ocupantes da casa grande não medem esforços para rever seus apaniguados no poder, os únicos merecedores de um “enterro de penacho”.
      A revista‘Veja” ,“época” e "isto é" mostraram como ser um veículo de imprensa subserviente aos coronéis e empresários detentores da maior parte do capital do país.
      O agenda setting, o preconceito social, e o massivo discurso midiático dos ícones do futebol, ex-artistas pornô , atores de novela, o “reaça” do Lobão e os descerebrados do stand –up foram os fiéis cabos eleitorais do PSDB. Tudo em vão.
      Por outro lado, Chico Buarque, Beth Carvalho, Zeca Baleiro, o talentosíssimo Chico Amaral, Luiz Fernando Veríssimo entre outros artistas renomados foram alguns dos Cabos eleitorais da petista.
      Essa eleição entra para história como o primeiro confronto de ideias entre a casa grande e a senzala. O slogan do Brasil dividido não irá germinar. A razão venceu a mídia.






sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ELITE + PSDB = DISCURSO EMBOLORADO




      Na última semana de campanha eleitoral é possível ver claramente os projetos antagônicos apresentados por Aécio Neves e Dilma Roussef.
      O projeto de Aécio Neves consiste em ampliar as vias neoliberais onde a presença do estado deve ser mínima com desigualdade social ampliada em nome do mercado.
     Qualquer cidadão minimamente informado lembra-se quando a PETROBRAS foi renomeada para PETROBRAX no intuito de ficar mais palatável em uma possível privatização e voltou a ser PETROBRAS devido a estupidez e subserviência ao mercado de Wall Street.. 
     Da mesma forma esse mesmo cidadão reconhece que foi um equívoco eivado de propinas a privatização da VALE DO RIO DOCE.
     Na parte de corrupção basta citar a compra de votos para reeleição onde um presidente legislou em causa própria com o aval das elites, Rede Globo, folha de São Paulo e a plutocracia em geral.
     O projeto de Dilma consiste na transferência de renda através do Bolsa família e outros programas.
     As elites, os moradores da casa grande, detestam qualquer forma de transferência de renda. O preconceito é tão gritante que pessoas pertencentes a elite ou suposta elite, afirma que o bolsa-família é uma forma de fomentar os pobres a usar os  filhos como modo de sobrevivência. Quer maior exemplo de preconceito ?
    Gregório Duvivier, ator e criador do site “porta dos fundos”, foi insultado por ser simpatizante de Dilma Roussef.
    O ator Dado Dolabella chamou o ator de “marginal’ por declarar voto à petista.
    É natural a crítica advinda das elites, reflete a insensibilidade com a ínfima transformação social que ocorreu no Brasil,mas, preferem os discursos “embolorados” de sovietização, Hugo Chaves etc.
    É muita irresponsabilidade intelectual ou ignorância afirmar que alguém teria condições políticas de  fazer algum regime totalitário no Brasil.
    Por esse rebaixamento do debate é que a direita evoca generais de pijama por vislumbrar no Brasil uma sociedade capitalista ao estilo do nosso vizinho Paraguai, de Horácio Cartes.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Francisco franciscano

Eu vi um andarilho no sol, mas não vi seu rosto. O tempo congelou uma foto sua em minha memória. Dei meia volta decidido a bater uma foto dele naquele cenário de produção alimentar em frente a um faminto.
    O milharal seco, sem possibilidade de consumo humano, ele, um rosto honesto que poderia esconder qualquer bandido e uma mochila e um saco que carregava.
      Seu nome é Francisco, se diz carioca, torcedor do fluminense. Esteve em Guaíra no estado do Paraná e atualmente estava naquela estrada para chegar a Maracaju.


    
De Maracaju ele quer chegar a Campo Grande e da capital encerrar sua caminhada em Camapuã, pois lá tem “conhecidos” que o ajudarão com comida e com os documentos que perdera nos percalços da vida e assim recomeçar.
     Recomeçar. Palavra essa que nos assola em todos os momentos de adversidades cotidianas ou existenciais.
     Francisco com certeza é alguém que qualquer um percebe que ele está literalmente recomeçando.
       Apenas uma mochila e um saco de linhagem repleto de latinhas de alumínio. Esses são os ingredientes da receita de Francisco para recomeçar.

    
Como acredito que a caminhada de Francisco era dele e de mais ninguém, dei-lhe um presente muito útil naquele cenário adverso e hostil: Boas dicas.
     Recomendei-lhe que fosse fazer um boletim de ocorrência (B.O) dos documentos, procurasse a secretaria de assistência social para fazer os documentos de graça e uma igreja católica com ação social para garantir-lhe pouso e comida por alguns meses.
     Pleitear um emprego no “obrão” ou nas lavouras na safra de milho que se avizinha era uma opção razoável para quem possui baixa escolaridade.

     Francisco caminhando franciscanamente pelas rodovias do Mato Grosso do Sul. Sua estrada, seu recomeço.



                                                                     

segunda-feira, 9 de junho de 2014

DURA NA FRONTEIRA





    Lembrei-me da vez em que eu estava em uma estrada deserta. Cenário bucólico ideal para esquecer-se de si, relaxar, enfim, desligar.
    Eis que nesse êxtase encantador observo o belo dia, verdes pastagens que foram aradas pelo latifúndio, vazio do pós-colheita. É o protetor de tela do Windows.
    O mergulho ao âmago do meu ser foi tão forte que que resolvo ligar para minha mãe.
    Falo vinte minutos com a coroa e desligo. Vou entrar no carro para partir, mas, eis que surge uma s-10 do GEFRON (Policiais do Grupo Especial de Fronteira) e pede-me para me afastar do automóvel.
    Começa uma revista em meu carro para saber se portava drogas para o tráfico ou não.
    Nesse momento quase posso suar frio. Não sou traficante mas dou uns tapas de vez em quando e estava por um triz de ter que enfrentar o constrangimento e ser tachado legalmento como “usuário”.
    Olharam embaixo do painel do meu carro, porta-malas embaixo do banco. Tudo ok, estava limpo.
    Junto com minha mochila, violão e outros pertences estava meu saquinho de erva, filtros, fechador de cigarros e seda, ou seja, um kit maconheiro.
    Por precaução eu enrolei esses materiais em umas três sacolas plástica de supermercado. Um dos guardas que olhava minha mochila, violão e outros pertences pegou nas mãos o saquinho. Gelei novamente, ele olhou nos meus olhos que estavam vermelhos como de uma lebre, deu um sorriso de canto de boca e largou o saquinho de volta.
    Os guardas entraram na caminhonete e sumiram pelas estradas do Montese. Nunca mais os vi. Nunca mais fui lá.






quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

POVO + MOVIMENTO PASSE-LIVRE=MOVIMENTO DE MARIONETES

  

    O que o povo brasileiro tem haver com o Schumacher, por que temos pena do Anderson silva e sofremos com a derrota de nosso time? Por que somos marionetes da mídia.
    Recordo que em 2009 o Brasil torcia avidamente pelo  direito de sediar a copa do mundo. Houve piadas do tipo “quero um marido padrão Fifa” entre outras. Por que agora a mídia está jogando a choldra contra a copa? Tem algo podre no ar.
   É possível admitir que a direita e as elites brasileiras são astutas e inteligentes.Tentaram o movimento “cansei”. Não deu certo.Tentaram reeditar a estória do caos aéreo.Não vingou. Tentaram causar furor de insatisfação com o “mais médicos”. Também não deu.


   A juventude estudantil de esquerda brasileira após décadas de inércia cria um movimento bacana denominado “passe-livre”. A direita se apodera dele desde o início levando-o para o ralo. Os verdadeiros líderes do “passe-livre” se retiraram, a direita se aproveitou e continua usando ele para criar insatisfação onde a direita elitista perdeu o trono.Podemos afirmar que o movimento virou "massa de manobra".   

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O GRITO DO GRILADOR

    Os newcoronéis de Mato Grosso do Sul  reuniram meia dúzia de “gatos pingados” para exigir o direito de manter as terras roubadas de seus primeiros habitantes. Essa gente que possui o que há de mais podre no senso comum,vomita aos quatro cantos da Campo Grande que querem a volta da oligarquia onde com um sapato ou um saco de farinha se comprava votos,terras e acumulavam poder.
     O cidadão que não acredita que o” Grito do Produtor” nada mais é do que um desejo de perpetuar o coronelismo no Mato Grosso do Sul é um alienado.