segunda-feira, 12 de junho de 2017

Parras poéticas










Como folhas do outono,

Um visgo de poesia

Desapega-se da pena.

Frases florescem em mim,

Ecos secretos segredando

Pétala por pétala

Mémorias passadas, vindouras.

Parras sobre um corpo estranho,

Eclodindo em miásmas sem fim.

Palavras que profiro.







segunda-feira, 3 de abril de 2017

Amor à primeira lida






    Contava sete anos quando me deparei com ela. Empatia recíproca, entre tantos garotos que lhe fizeram a corte, tinha eu grande chance de ser seu escolhido.
     Era a escola o principal cenário de nossos encontros. Diariamente eram-me reveladas algumas particularidades de sua personalidade, seus meandros e possibilidades. Eram inúmeros.
     Bibliotecas, bancas de revistas, Chico Buarque, Oswaldo Montenegro, Domingos de Oliveria, Glauber Rocha, Aldoux Huxley, George Orwel, Karl Marx e muitos outros que conheci através de seu intermédio fizeram-me ficar mais apaixonado por ela.
     Como saber se era correspondido? Como saber se estava à altura de suas expectativas?
     Como não tinha certeza se teria sucesso ao me declarar para ela, resolvi investir em meu intelecto e conhecimento de mundo. Acreditava que se tivesse leitura e viagem suficiente, conseguiria conquistar seu amor e devotamento.
     Passava o tempo, livros e autores. Cada nova obra que conhecia era um motivo para aumentar minha estima por ela e a incerteza do seu sentimento por mim. Ela era gentil, dócil, amiga, meiga e envolvente. E amor? Ainda não havia resposta.
     Muitas vezes pensara em declarar-lhe minhas intenções e acabar com essa dúvida.
     Em meus devaneios apaixonados, ela tomava a iniciativa e confessava-me que sempre me amou , que o fato de eu lhe admirar já era prova suficiente de amor e de uma união que seria para sempre feliz. Ah, imaginava com tanta concretude que por um átimo essa cena me parecia realíssima.
     Quando atingi a maioridade de meus sentimentos e impulso, entendi que chegara a hora de ser franco, sincero, sem temer a possível rejeição. Ela sabia de meu caráter, minha boa índole e não iria se ofender se lhe expusesse meus recônditos sentimentos.
     Com voz melíflua, em um fim de tarde com o rosto contra a luz segredei-lhe anos de paixão, devotamento e ardoroso amor apaixonado.
     Contei-lhe os inúmeros livros que lera, discos que ouvira, peças teatrais que assistira, debates culturais que participara no afã de estar à sua altura, cultural e sentimentalmente ,e assim, confessar todas as sentimentalidades de enamorado, que fora cativado por ela, enfim, contei-lhe que a amava.
     Ela, como resposta, dissera que o amor sempre esteve entre nós. O amor sempre estará entre cada vírgula e reticências de nossas efêmeras vidas. Assim tornei-me amante da palavra.




segunda-feira, 6 de março de 2017

Signos em evaporação






Oh poesia,
Onde andas,
O que és?
Quanto mais me aproximo,
Mais tu te afastas.
Foges do ninho de quem te ama.
Andas pelas cabeças de transeuntes,
Iletrados, loucos e gênios.
Os junks ceiam em tua mesa,
Tomadores de absinto dormem em seu leito.
Todos extasiados de amor.
Quando andava torto,
Tu eras minha reta.
Caso saísse da medida,
Tu de compasso me servias.
Agora ando por vias retas,
Teus versos pedem linhas tortas.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

LIVRE A GIRAR






Esqueço chaves,

Relógio,

Tempo ,

Ofensas,

Tristezas

E carteiras.

Certo dia,

Eu, de tão distraído

Perdi um amor.

Um tempo esquecido,

Interno de uma gaveta qualquer.

Depósito lotado,

Guarda-chuvas solitários.

Um desses atrevidos

Desvencilhou-se dessa opressão.

Guiado pelo vento

Girava em diagonal

Sob uma azulada manhã.

Céu leve de outono.





terça-feira, 24 de janeiro de 2017

MOINHO DAS BOCAS








Em um aqueduto equidistante

Percorri inúmeras eras.

Passional, resume o oco,

Buraco negro que engole

O mundo.

Triturando,

Moendo,

Moenda,

moinho

Formado por dentes.

Rodas espiraladas de caninos

Dentro de rodas menores

Formadas por caninos mais finos.

Rodamoinho de dentes

Triturando a carne,

Dilacerando

Pedaço por pedaço

O pretérito insólito.

Aquele que é preferível olvidar.



terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Um escritor trash que filma




       Assistir o filme “O peregrino” de Celso Marques é relembrar as empíricas e engraçadíssimas montagens da trupe Hermes e Renato da MTV.
      A modalidade trash, produzida pela trupe, trazia improvisos e cenas impagáveis de humor. Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão é o que bastava para esse pessoal. Não se fazia objeção no aspecto do improviso, não havia limites. Celso Marques, no seu particular processo autoral, desconhecendo essa técnica de fazer vídeo e cinema, obtem resultados similares.
      A história começa com um senhor em farrapos, mais precisamente um mendigo, que toca um violão de aço desafianadamente perturbador. Esse sujeito, um senhor, chamado Moisés de idade avançada, perturbado com o sucesso de ser cantor que não chega, sai de casa e não retorna mais, deixando mulher e filhos. A cena ganha fôlego com a entrada de Celso Marques, que interpreta irmão que procura consolar Moisés que está entregue a bebida, mendicância e venda de sucatas recolhidas na rua.
      Em seus devaneios etílicos, Moisés encontra-se na usina velha, ruinas de uma antiga usina de Dourados, cartão postal. Nesse local abandonado, Moisés depara-se com uma senhora peculiar, aparentando bem vividos 70 anos, com roupas ciganas, intitulando-se a “guardiã da Usina velha”.
      A “guardiã” fornece agua em uma bandeija para o esfarrapado cantor e em seguida faz uma benzedura estranha e bem humorada.
      Após essa benção, Moisés amarrado, surrado e lavado com uma vassoura. - Tentativa desesperada do irmão de salvar o desencaminhado.
O aspirante a cantor é trancado em um quarto escuro, com janelas sem vidros, comendo apenas uma vez por dia durante oito meses. Não aguentando mais ficar sob tais condições subhumanas, promete ao irmão que não irá mais catar sucatas na rua, gastar todo o dinheiro em cachaça ou vadiar.
      Na trama, o futuro cantor só era permitido sair do cativeiro amarrado como um cachorro pelo irmão (cenas hilariantes).
      Por sugestão do ator que interpretava Moisés tem-se cenas eclesiásticas e conversas tediosas de padres que ganham um tom sarcático na trama intuitiva de Celso Marques.
      Além de ser uma referência e registro histórico do município de Dourados, Celso Marques faz a sua literatura possível. Celso, que segundo o próprio, não tem escolaridade mínima para escrever um livro, publicou dois. Com filmes não é diferente, Celso deseja e realiza.
      A soma dessa vontade de participar no seu tempo, acreditar na sua arte e executa-la, faz Celso Marques ser a futura referência trash da cinematografia sulmatogrossence. Cinematografia desse diretor, produtor e distribuidor que tem a soma sete longas-metragens.
     Celso Marques normalmente vende seus filmes nos moldes cordelista, outras vezes, expoe seus filmes e vende os DVDs a preços acessíveis (atualmente R$10,00).

     “O peregrino” garantiu boas risadas no cineclube de Dourados.




segunda-feira, 1 de junho de 2015

O pracista






Belo plenilúnio esbanja o seu branco


O manto que clareia os bairros cansados


Misturava-se ao breu que colori o anil


Miríade sobre tons azulados


Paisagem diversa do meu Brasil


Sob olhares de um mendigo em seu banco





sexta-feira, 24 de abril de 2015

Dei ad infinitum







 
Venho de um processo

 

Onde o recesso cósmico é permitido.

 

O espaço e o tempo.

 

O espaço-tempo.

 

Tudo criado pelo homem,

 

Carmas e pecados

 

Devolvem ao homem sua paz.

 

A certeza de que conforta a espécie

 

É a ausência de Deus e não sua presença.

 

Se Deus manifestasse sua onipresença

 

Adentrando as mentes humanas 

 

Durantes as 24 horas do dia.

 

Para muitos

 

Isso seria o inferno.
 
 
 

 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A NOVA IMERSÃO






A nuvem negra passa

Ninguém viu o temporal

Ininterruptamente trovejava

Caiam relâmpagos

Enxurrada fria e caudalosa

Lúgubre cenário

Mata-me dia a dia

Através de sua sombra




terça-feira, 17 de março de 2015

Um Jânio de Saias





     Joaquim Levy mostra a que veio. Alguns ajustes sem dúvida, necessário, porém seu procedimento visa a lesar os eleitores da presidenta. A base da pirâmide social.
     A eleição de Eduardo Cunha na presidência da câmara dos deputados mostra o traço cruel do conservadorismo de direita.
     O nobre deputado, que tem frases célebres como "Regulamentação de mídia jamais! Eu colocaria na gaveta."  tem projetos relevantes para sociedade brasileira como O dia do Orgulho Heterossexual, e cadeia de 10 anos para mulheres que praticarem aborto  irá presidir a nobre casa legislativa.
     A mídia nativa e a elite descerebrada de pindorama estão soltando fogos de artificio para comemorar os bons ventos da exclusão social. Melhor que isso só um impeachment incensado pela porta voz da casa grande. A rede Globo.
     Empresas subservientes como o instituto Empiricus ou a seita Terra Família e Propriedade que se escondem sob máscaras de instituições filantrópicas irão conseguir solapar Dilma Roussef do poder.
    A atitude de Dilma me faz lembrar a de Jânio Quadros que imaginava ser reconduzido ao poder nos braços do povo,mas, o que conseguiu foi fomentar uma deplorável ditadura.
    Quando o povo e a elite são ignaros a barbárie se anuncia.
    Ainda somos medievais no que se refere a cidadania.




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Être ou ne pas être Charlie – là n'est pas la question








   Ser ou não ser Charlie Hebdo não é a questão. A questão é por quê ?
   Charlie Hebdo pode ser comparado com as piadas grosseiras e racistas de alguns comediantes de stand-up que fazem da ofensa gratuita seu meio de vida.
   A intolerância grassa não só no Brasil, mas no mundo.
   Terminando o primevo mês de 2015, os rumores reacionários estão um pouco mais apaziguados, é possível refletir no festival de impropérios que foi essas eleições.
   Ainda estou estupefato por ouvir gente clamar a volta dos militares no governo. Tal afirmação só pode ser comparada aos Jihadistas que vislumbram um mundo seguindo politicamente as leis de Maomé.
   Evangélicos fundamentalistas encontraram em Jair Bolsonaro o porta voz das imbecilidades homofóbicas e reacionárias. Ainda me pergunto o que leva alguém a votar em Jair Bolsonaro.
   Saindo das sandices ignorantes proferidas por Bolsonaro e rumando para Place de Clichy, o discurso e a ignorância manipulada é a mesma. Morte aos radicais que são muçulmanos.
   No Brasil, muitos que estampam a frase no facebook “Je suis Charlie” aplaudiu o fuzilamento do brasileiro na indonésia envolvido com tráfico drogas. O que dizer de alguém que a morte de um ser humano não lhe sensibiliza ?
   O mundo  mostra que está na moda ser conservador, reacionário e pouco se importar para vida alheia desde que seja branca e europeia.
   Quantos morreram no ataque na Nigéria quando o Boko Haram tomou a base militar e a cidade de Baga ? Foi no mesmo dia do atentado à revista, Dois mil ou um pouco menos morreram. O que os “cidadãos de bem” escreveram nas páginas de seus facebooks e blogs ? Nada.
   Não será de estranhar um ataque nas regiões orientais “casualmente" nas regiões petrolíferas controladas por terroristas orquestrada por europeus e norte-americanos.
   Déjà vu?
   A questão não é ser ou não ser Charlie Hebdo e sim aceitar o contraditório. Se aqui no Brasil os ditos “patriotas” desrespeitam sua autoridade máxima em um gesto grosseiro e cafona e tentaram ao máximo ter um terceiro turno e estão na torcida do “quanto pior melhor”, o que farão fundamentalistas que foram provocados a anos por um veículo sem escrúpulos
   Je suis respectueux.




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

KASPAR HAUSER






Vislumbrar um sonho
Entender o mundo
Retumbar tristonho
Intentar a fundo

Ostentar vitórias
Esconder derrotas
Repensar histórias
Responder lorotas

Bondade gigante
Fechado, tão só
Maldade distante
A Morte sem dó

Europa sem filho
Um dom, um mistério.
Denota, seu brilho
Rancor, vitupério.





domingo, 25 de janeiro de 2015

DIREÇÕES








No quarto empoeirado

Reviro o baú de arrependimentos.

Um turbilhão de saudades,

Vidas remotas, vidas que não foram minhas,

Misturando-se e perdendo-se no tempo,

Espaço e pensamento.

Tamanho porão de meus guardados

Que soterrado de memória,

Agora se esvazia em esquecimento,

Indo e voltando de acordo

Com as mazelas da rosa dos ventos

Que ao indicar-me o sentido hoje,

Perco o tino amanhã.






quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O FANTASMA










O fantasma perambula pela casa.

O quarto,

Sala

Cozinha.

Nada lhe pertence.

São grilhões

Imaginários.

Vida,

Família,

Convívio inexistente.

Presença etérea,

Insignificante,

Transparente.

Eis um fantasma.









segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

VISÃO CALEIDOSCÓPICA










Escrever

   meu delírio

em versos.

Frases

criadas

no átimo

 em que imagens,

devaneios,

  fotogramas

e dioramas

 eternizam

a projeção

do ser .






segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Golpe político-midiático de Campo Grande para o Brasil










      Lendo os jornais locais e nacionais fica fácil perceber o golpismo midiático contra o atual governo federal.
      Os jornais da capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, segue a mesma linha editorial dos periódicos nacionais como “Folha de São Paulo”, “Estadão” “O globo” e outros.
      Campo Grande foi a capital que presenciou o golpe no município ao cassarem o mandato de “Alcides Bernal” em seu primeiro ano de mandato por contrariar as oligarquias da cidade morena e do grupo no PMDB  de André Puccineli com aplausos dos latifundiários local.
      Os jornalões nacionais e as emissoras de televisão de abrangência nacional do Brasil procuram obter o mesmo sucesso da capital sul-mato-grossense.
      A grande mídia funciona como uma agência publicitária patronal, pronta para disseminar o conservadorismo, atitudes reacionárias, intolerantes e até mesmo golpistas.
      Slogans, personagens e estímulos de consumo são gerados desde a redemocratização. O termo “petista” é um exemplo disso.
      A maioria dos analfabetos político, desconhecedores da plasticidade atual das siglas partidárias informam-se apenas pelo “Jornal nacional” e as novelas  da rede globo.  Dispensa explicações sobre as diversas atitudes golpistas que tal emissora já praticou no país(Edição do debate Collor x Lula).
     O 11 de setembro de 1973 foi marcado pelo golpe político, midiático e militar incensado pela igreja católica e o empresariado reacionário chileno.
     Na Venezuela , época em que ainda vivia Hugo Chaves, os mesmo atores venezuelanos, Igreja, mídia e empresariado “reaça” tentaram solapar o mandato de um presidente eleito democraticamente.
     Em 1964 os principais apoiadores do golpe militar foram a parcela conservadora da igreja católica, empresariado paulista em sua maioria e a fascinante mídia nativa brasileira.
     Bernal, Allende e até o nosso vizinho paraguaio Fernando Lugo não resistiram a pressão do capital, fascínio da mídia e a ingenuidade do povo.
     Hugo chaves resistiu a tentativa de um golpe que fora apoiado pelos reacionários de todo o planeta. Pessoas que não admitem o contraditório, pobres no poder e diminuição do abismo social.
     O reacionário conservador do Brasil entende que políticas sociais como Pró-uni, fies, ENEM e Bolsa-família são meras esmolas que incentivam o povo ser vagabundo.
     Será que Dilma Roussef irá resistir a pressão da direita reacionária, corrompida que seduzem os espectadores seduzidos pelas grandes empresas de televisão e os impressos jornalões?




                                              Visitem Kbçapoeta






domingo, 30 de novembro de 2014

MOMENTO DUVIDOSO




O momento pede atenção
A luz
O tato
A aura e a intuição
Perceber o espectro
Que a ciência renega
Caçoa
Mas na intimidade da análise científica
Onde observador e objeto interagem
Dando uma exata e ilibada

Dúvida

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

QUEM NÃO TEM...

Nunca fui muito devoto dele, mas ele faz parte de nos, precisamos dele para dar equilíbrio a nossa vida. Quem nunca o teve? Todos já sentiram sua presença, a sensação de receio, da ameaça. Pavor seria a sua ênfase, angústia seria seu sobre nome, pânico seria seu fetiche.  Nunca sabemos quando ele pode aparecer, quando aparece da carteiraço, na maior cara de pau. Quando chega manda e decide, não importa hora, lugar, vem sem data marcada, não pede licença, muda os planos, os caminhos, nossos hábitos, somos apenas coadjuvante de seus rompantes... Mas ele tem preferência, por aqueles que se preparam antes, não há como contar vitória antes de enfrenta-lo, tendo a dúvida, dar um passo sem antes consulta-lo... Porque sempre precisamos de seu aval? Do seu voto de minerva, sua aprovação..  Não podemos ficar reféns dele, só quem convive com ele, é quem o cultiva..." Medo " em  uma cabeça cheia de medos, não há espaço para sonhos. Um pouco de medo é essencial para a nossa sobrevivencia, tudo mundo tem. O que precisamos e aprender a dosar ele.  Meu maior medo é de não ver meu filho crescer, de não estar no momento em que ele mais precisar, de ajudar as pessoas porque não sei me ajudar, de escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior é acordar um dia e não ter um sonho para realizar, de não saber amar, de escrever para não pensar...

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

BRASIL DIVIDIDO ?



     



      O Brasil além de não ter sido mais descoberto por Pedro Álvares Cabral, agora ficou dividido.
      Fico estupefato com a criatividade da mídia golpista  e dos jornalões puxa- sacos da casa grande que vivem de criar slogan para defenestrar os locatários indesejados do planalto.
      O movimento popular, pífio em radicalismo, subserviente ao capital e minimamente desenvolvedor de políticas sociais é visto pelos simpatizantes do conservadorismo de direita como um Josef Stalin que deve ser banido para a antiga prisão siberiana.
      Uma prova cabal que a elite “jacu”, cafona e grosseira, a elite Brasileira é desprovida de qualquer bom senso foi a vaia da presidenta Dilma.
      Os ocupantes da casa grande não medem esforços para rever seus apaniguados no poder, os únicos merecedores de um “enterro de penacho”.
      A revista‘Veja” ,“época” e "isto é" mostraram como ser um veículo de imprensa subserviente aos coronéis e empresários detentores da maior parte do capital do país.
      O agenda setting, o preconceito social, e o massivo discurso midiático dos ícones do futebol, ex-artistas pornô , atores de novela, o “reaça” do Lobão e os descerebrados do stand –up foram os fiéis cabos eleitorais do PSDB. Tudo em vão.
      Por outro lado, Chico Buarque, Beth Carvalho, Zeca Baleiro, o talentosíssimo Chico Amaral, Luiz Fernando Veríssimo entre outros artistas renomados foram alguns dos Cabos eleitorais da petista.
      Essa eleição entra para história como o primeiro confronto de ideias entre a casa grande e a senzala. O slogan do Brasil dividido não irá germinar. A razão venceu a mídia.






quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Porquê escrever???

Me perguntaram porque eu gostava de escrever?  Bom porque com a escrita, o ser humano criou uma forma de registrar suas ideias e de se comunicar. A linguagem escrita é especial porque permite que a vida que levamos hoje seja conhecida pelas gerações que virão depois de nós. A escrita  também é a interpretação do que sentimos, do que lembramos, de todas histórias vividas ou que ainda queremos viver. Na maioria das vezes, serve para transmitir o que pensamos, um leve esboço do que não conseguimos falar. Quando a voz embargar, tranca ou falha, e precisamos nos expressar, usamos a escrita.  Escrevendo aliviamos a alma, de um jeito mais leve, pois achamos uma saída de por tudo pra fora, tudo o que geralmente não conseguimos fazer falando, quando nos encontramos praticamente mudos. Muitas vezes o que nos falta é coragem. Por que falando muitas vezes, se perdemos no meio dos pensamentos, talvez pela lembranças do passado ou de um fato inesperado, ou até mesmo, quando ouvimos palavras vinda de outras pessoas, nos causando a dúvida, embaraço o nervosismo e pelo nervosismo, atropelamos o bom senso, tropeçando nas memorias e assim ressuscitando as mágoas. Pelo peso das lembranças, das mágoas ou da raiva, muitas vezes acabamos falando o que não queremos ou falamos da forma errada. Escrevendo podemos repensar, sobre por, ressaltar o que realmente estamos querendo dizer, com a leveza do pulso que percorre as folhas em branco, folhas que esperam sempre uma nova história ou estórias... Melhor escrever e ter a calma vinda com as letras, do que dizer para nos mesmo... " falei sem pensar"...

domingo, 2 de novembro de 2014

SÃO SÓ LEMBRANÇAS...

Lembranças, é de lembranças que é feita a nossa vida... Relembrar é reviver o que já foi vivido, uma parte da nossa história que marcou por qualquer motivo que seja... Tenho varias lembranças, da minha infância, da época do ensino fundamental, do médio, das amizades, um pouco de cada fase da minha vida... Lembranças todos temos, boas, ruim, mas independente de quais sejam elas, todas trazem a sua importância...
Escrevendo também posso ter lembranças, e escrevo aqui hoje para relembrar amanhã, para rever o que foi pensado, ontem, hoje ou alguém dia quem sabe... Porque com o tempo  tudo muda, tudo passa, o que  fica são só lembranças...

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

ELITE + PSDB = DISCURSO EMBOLORADO




      Na última semana de campanha eleitoral é possível ver claramente os projetos antagônicos apresentados por Aécio Neves e Dilma Roussef.
      O projeto de Aécio Neves consiste em ampliar as vias neoliberais onde a presença do estado deve ser mínima com desigualdade social ampliada em nome do mercado.
     Qualquer cidadão minimamente informado lembra-se quando a PETROBRAS foi renomeada para PETROBRAX no intuito de ficar mais palatável em uma possível privatização e voltou a ser PETROBRAS devido a estupidez e subserviência ao mercado de Wall Street.. 
     Da mesma forma esse mesmo cidadão reconhece que foi um equívoco eivado de propinas a privatização da VALE DO RIO DOCE.
     Na parte de corrupção basta citar a compra de votos para reeleição onde um presidente legislou em causa própria com o aval das elites, Rede Globo, folha de São Paulo e a plutocracia em geral.
     O projeto de Dilma consiste na transferência de renda através do Bolsa família e outros programas.
     As elites, os moradores da casa grande, detestam qualquer forma de transferência de renda. O preconceito é tão gritante que pessoas pertencentes a elite ou suposta elite, afirma que o bolsa-família é uma forma de fomentar os pobres a usar os  filhos como modo de sobrevivência. Quer maior exemplo de preconceito ?
    Gregório Duvivier, ator e criador do site “porta dos fundos”, foi insultado por ser simpatizante de Dilma Roussef.
    O ator Dado Dolabella chamou o ator de “marginal’ por declarar voto à petista.
    É natural a crítica advinda das elites, reflete a insensibilidade com a ínfima transformação social que ocorreu no Brasil,mas, preferem os discursos “embolorados” de sovietização, Hugo Chaves etc.
    É muita irresponsabilidade intelectual ou ignorância afirmar que alguém teria condições políticas de  fazer algum regime totalitário no Brasil.
    Por esse rebaixamento do debate é que a direita evoca generais de pijama por vislumbrar no Brasil uma sociedade capitalista ao estilo do nosso vizinho Paraguai, de Horácio Cartes.


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

APENAS ACHO...

Achei que escrevia por timidez de falar, ou por saber me expressar melhor com as palavras. Achei que escrevendo minhas palavras poderiam ser interpretadas de inúmeras formas, sem qualquer interferência do ton da voz. Achei que escrevendo eu poderia fazer as pessoas pensarem em que sentido ou em que situação, o que eu estava escrevendo se encaixaria em suas próprias vidas ou em algum momento que já passaram. Achei que escrevendo eu poderia trazer varias interpretações para uma mesma frase, sempre respeitando todas as perspectivas disponíveis. Achei que escrevendo eu poderia silenciar a boca, aliviar a mente, acalmar a alma. Achei tudo isso e continuo achando... Porque é necessário mais coragem para escrever do que para falar. A escrita nasce no momento em que ela está sendo lida...

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

GESTO LOUCO



Não entendo o gesto louco
Que desfaz já quem eu sou
Uma imagem
Uma nuvem
Que o vento dispersa
Morro de lembranças
O passado assume o custo
Hoje de tudo que eu era
Poesia,  me restou
Restos, apenas restos
Que fui
Que serei
E o que  não sou






segunda-feira, 6 de outubro de 2014

UMA ÚLTIMA CANÇÃO

Quem nunca teve uma música que fez lembrar de algum momento na vida?  Uma da sua primeira festa , ou a da banda que você curti, ou do primeiro beijo, da sua primeira depre... Em algum momento fomos marcados por uma canção, as vezes não nos damos conta, mas quando a escutamos nos remete no momento em que foi tatuada na gente. É incrível que quando escutamos, somos transportados em milésimos ao lugar, sentimos até o cheiro. Acho interessante isso de você ter uma memória musical, faz sentido, porque fica mais fácil você gravar coisas, tipo quando você se forma, você escolhe uma Música que vai ser sua trilha sonora naquele momento, acho que todos deveriam ter em cada momento da sua vida uma trilha sonora. Admiro quem tem essa capacidade eu tenho algumas que me remetem ao passado ou em algum momento que marcou, até momentos do meu dia a dia, da infância, a partir de agora vou adquirir esse conceito.  A cada acontecimento que eu achar que me marcou vou introduzir uma trilha sonora, e vou fazer um play liste. E quando eu partir sempre alguém vai escutar e dizer: essa foi a ultima canção...

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

TODOS QUEREM SER WINSTON SMITH



     Winston Smith, personagem de “1984”, romance de George Orwel resume o ideal de muitos homens e mulheres.
     A personagem que deixou os anos de sua meia-vida ir pelo ralo, o atrito desgastante da rotina de alguém que deixa o tempo passar.
     Esposa nem sabe como perdeu, não faziam mais falta um para o outro, fim do amor e da paixão somada em uma solidão a dois resulta em desapego, desimportância e até mesmo deselegância.
     Além do cigarro e gim “Vitória”, Smith não tinha muito que fazer ou desejar.
     Pessoas ditas normais, pertencentes à base de nossa pirâmide social como Winston, encontram-se na mesma situação de impotência.
     Ao contrário do personagem de Orwel, estas pessoas possuem  entretenimentos ,vontade de consumo, TV, internet,  Celular e cerveja.
     No romance, Orwel faz sua personagem conhecer-se, rebelar-se, sofrer, violentar-se  e esquecer-se.
     TV, internet e celular fazem o mesmo quando usado apenas como entretenimento em demasia. Eles estão engolindo crianças e adultos por horas e horas. Todas elas perdidas em sua quase totalidade.

     Muitos como Winston, tentam subverter o sistema contra as engrenagens opressoras do meio cultural, social e econômico até receberem uma bala no crânio amando o Grande Irmão.



quinta-feira, 25 de setembro de 2014

EVITANDO O INEVITÁVEL...


Tento todos os dias evitar ele, mas por mais que eu tente não ha como evita lo, ele sempre da as caras durante o dia, mas é no final de semana que quase sempre ele me acompanha, não tem um horário certo as vezes ele aparece depois do almoço, ou no final da tarde. Tento fugir, escapar mas parece que ele me acha para atormentar, infelismente ele faz parte de nos, serve como uma espécie de anti monotonia quando ficamos inquietos, quando nada nos satisfaz ou quando entramos no modo automático. Pego um livro, mas não consigo ler, vou para os cadernos, mas não consigo ter concentração, estudar as leis é um pouco complexo, exige interpretação, mas quando ele esta por perto ele me toma, busco refúgio nas cordas do violão, no campo harmônico que traz a sua suavidade indescritível. E só assim sou transportado para longe e consigo romper aquela sensação,  que quando bate faz parecer que todos os dias são iguais, mas não são, só são quando ele da as caras, e dai eu digo; Putz lavem o tédio...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Ninguém sabe...


Apagaram as luzes, ninguém mais se reconhece, sumiram as feições as aparências. Somos julgado no primeiro olhar, julgados pelo pré-conceito leviano desse olhar, que tudo vê mas nada sabe. Os olhos muitas vezes nos enganam, não se vê através do corpo, da alma, as vezes eles nos mostram o que queremos ver.  sabia frase " Não julgais um livro pela capa"...

terça-feira, 2 de setembro de 2014

O CHORO DO TRAÍDO



    Existem três mascates que residem em uma casa alugada nos fundos de uma residência da periferia de Caarapó.
    Em Caarapó o senso-comum não encontra diversão além de beber, jogar ou fumar cigarro paraguaio.
    Os três mascates envolvidos nesse ambiente, foram despertados pelo mascate mais novo, 23 anos, briguento, sonhador e com energia advinda da idade, chama atenção de seu colega:
    -Você reparou que o “tiozão” ainda não chegou?
    -E daí ? Deixa o cara mano!
    O colega era o mascate de 27 anos. Fazia o tipo observador. Ouvia, entendia algumas coisas e outras nem tanto.
    Normalmente quando havia discussões na casa o colega era o voto inerva de qualquer assunto. De cocô a bomba atômica.
    Era domingo à noite, cruza o mascate mais velho pelos dois que estavam sentados diante da televisão.
   O mascate mais velho é separado e apreciador de uma “cachacinha” barata vendida nos botecos da cidade. É uma pessoa de olhar doce e compreensivo.
   O mascate mais novo entabulou um debate sobre o vício da bebida que culminou em severas críticas ao mascate mais velho, sobre seu habito de beber e o insuportável odor que ele emana ao chegar do bar.
   O cachaceiro reagiu com veemência, afirmou que o habito de tomar seu “mé” só correspondia a ele e a mais ninguém.
   O mascate de 27 anos que até aquele momento não se manifestara, deu uma risadinha caçoando do mais novo por ter levado um “queimão” do “Tio”.
   O novato enfurecido ao som da risada de seu colega solta um golpe-baixo verbal:
   - Pelo menos eu não tomei guampa por causa da cachaça!
E foi mais além:
   - Enquanto você tomava “pinga” sua ex-mulher tomava “pica” do Zé Adão, homem que você considerava um irmão.
   As faces do “Tio” ficaram ruborizadas, seus olhos vermelhos dando um ar desfigurado ao seu rosto. Um assassino, um psicopata se formava em seu rosto olhando fixo para o novato.
   Não contente com o resultado, o novato arrematou:
   - Zé Pedro também era teu irmão de “Pinga” e “guampa”.
   - Enquanto você tomava um “liso” com Zé Pedro, Zé Adão comia a sua mulher e a dele, dependia do dia.    Acho que até as duas juntas ele “traçou”.

   As gargalhas retumbantes no ambiente foram o suficiente para o “Velho” avançar em direção ao novato, olhar no fundo dos seus olhos, e começar a chorar.





sexta-feira, 29 de agosto de 2014

VAI SABER ! ! !



Eu queria entender certas coisas... Não, mas eu acho que tem coisas que parecem não ter razão, não ter razão de você fazer, ou ficar... Ficar com uma pessoa de novo que você já teve algo mas acabou, ou dar abertura para ela parar nem se for um segundo em sua vida de novo, mesmo você não entendendo o por que disso tudo...O porque de ter mil pessoas a sua volta mas uma vez no mês, nem se for você lembra daquela pessoa. Você pode estar com alguém,ou com mais pessoas, mais necessita voltar naquela que já passou, mas marcou e que era pra ser passado, e por que ter a necessidade, ou a coragem de lembrar do beijo, cheiro e mais ainda pra ligar... Destino ? Não sei, só dá pra entender que tem coisas que nunca iremos entender, coisas sem razão que no impulso fazemos, que nos fazem rir e chorar, que nos fazem felizes e tristes... Que fazem a gente sentir ao mesmo tempo diferentes sensações. Talvez em cada reencontro tenha aquela sensação do primeiro, aquele frio na barriga e ao olhar nos olhos dela pensa, mas porque ? E não acha a resposta. Talvez nem se for, só 1% de sentimento, um sentimento que não tem explicação... Talvez porque ela faz lembrar o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo...

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Um Junkie em Dourados

       


       Getúlio foi ao cinema. Estava fechado. Motivo? Chuva.
       Como o cinema estava fechado ele resolveu dar uma volta por Dourados.
       Por volta da meia noite encontrava-se ele em um bar “underground” douradense.
       No bar ele entabula conversa com um rapaz que tinha o apelido de Zumbi. Por seu nome Marcos ninguém o conhecia.
       Zumbi tinha mais dois de sua grei que se chamavam Luiz e Rogério.
       Com Luiz e Rogério cheirou cocaína, tomou vodca e cerveja.
       O resultado da noite para ele fora constatado no dia seguinte como uma bela experiência de perda de tempo.
       Não se perdoava por ter chegado às quatro e meia da manhã, dormir o dia todo e despertar somente às seis da tarde. Perdeu um lindo dia chuvoso, seu favorito por uma ridícula noite pesudojankie.
       Percebera nesse momento que não tinha aptidão para uma vida junkie junto ao baixo clero, onde a cocaína era de péssima qualidade e o crack era acessível. Logo crack. Ele odeia crack.
       A noite anterior lhe mostrou que antes estar só do que mal acompanhado.
       Para não dizer que tudo lhe foi ruim, ele aconselhou um dos jovens indeciso a cursar licenciatura.      
       Ele espera que o rapaz faça vestibular e deixe essa vida de consumidor de cocaína de baixa qualidade.
       Ao final do conselho eles tiveram que sair às pressas do bar por que alguém iria dar uns tiros em um dos rapazes que lhe acompanhavam e ele não queria ser alvo de uma bala perdida.

       Bar Chopperos e Satifaction não lhe verão tão cedo.

Tenho!



 Hoje tenho ódio das aparências, dos perfis perfeitos nos aplicativos, da compreensão fingida do início. Hoje tenho ódio da paixão que não continua com os defeitos. Hoje tenho ódio de quem se apresenta de um jeito para agradar e não assume o que é desde o primeiro encontro. Espumoso ódio daquele que tudo concorda para depois sabotar, que tudo aceita para depois sonegar, que tudo quer para depois rejeitar. Indomável ódio da loucura invisível das pessoas, que são sempre certas e exatas em seus raciocínios e volúveis em seus desejos. Imenso ódio dos que jamais dobram os braços para agradecer e os joelhos para rezar. Absoluto ódio da confiança, palavra traiçoeira, que é apenas mais um sinônimo para esperança. Insaciável ódio das frases ditas para sempre e que não duram nem alguns meses. Invejável ódio da convivência de afeto, espaçado e de ternura episódica. Incomparável ódio do egoísmo disfarçado de independência. Implacável ódio da crueldade que todos recebem quando se desarmam por completo. Incompreensível ódio de me expor, pois não há como se esconder dos próprios sentimentos.
Hoje estou desencantado do Amor. Mas só hoje...

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Minha visão...



A realização de um sonho depende de muita dedicação, esforço e persistência. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar feriados e fins de semana, pelo menos uma centena de vezes. O meu sucesso esta sendo construído à noite, mas para você obter um resultado diferente da maioria, você tem que ter persistência e amar o que esta fazendo. Se fizer igual a todos, terá os mesmos resultados de todo mundo. Eu não me comparo à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp e comendo batatinha frita, você terá que planejar seus passos, enquanto os outros permanecem a frente da televisão, você terá que trabalhar, em quanto os outros estão tomando sol a beira da piscina. Um sonho depende de sacrifícios, há muita gente que espera o sonho se realizar por mágica, mas toda mágica é ilusão e a ilusão não tirá ninguém de onde está. Na verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois quem quer fazer alguma coisa encontra um meio. Quem não quer fazer, encontra uma desculpa. Mas lembre-se nunca é tarde demais ou cedo demais para ser quem você quer ser. Não há limites de tempo. Comece quando quiser, mude ou continue sendo a mesma pessoa. Não há regras para isso. Você pode tirar o máximo proveito ou o mínimo. Espero que tire o máximo. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Espero que tenha uma vida da qual se orgulhe. E se não se orgulhar dela, espero que encontre forças para começar tudo de novo...

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O violão desenforca os homens...


São cordas para salvar as pessoas da solidão, do nó, do desespero.
O violão e um antídoto contra o suicídio, o mais eficaz inventado até hoje.
A tendência é transformar o bilhete de suicida em letra, animar-se com a melodia e esquecer as idéias macabras.
Como alguém vai se matar segurando as canções com os próprios dedos? É como dar colo a um bebê. Quem canta já tem esperança de novo, quem toca violão já voltou a amar mesmo que esteja cantando um amor perdido.
A música refaz o nosso nascimento...
Bela reflexão de "Fabrício carpinejar", realmente a música nos remete ao alívio, uma verdadeira terapia. Tenho como meu psiquiatra meu violão... Por que a música me da a paz e a calma que o mundo me tira.

FECHAR OS OLHOS - por KBÇAPOETA



      O homem está calcado em uma cultura de mercado em que se vendem e consomem intimidades.
      Atualmente devido à ânsia de saber o final antes de terminar o filme, do prazer imediato, o horror a surpresa. O Prazer desgastado.
    O despertar da vida com seus mistérios já não interessa. Queremos o pronto. Agora e já.
    A rima fácil, o gesto rude, a piada pobre com um toque de pseudo-nobreza. Cafonice.
    É preciso um “fechar de  olhos’ para perceber a vida por outros sentidos, culturas e maneiras.
   Perceber a vida por outras nuances e torna-la interessante, mais viva, emocionante e com surpresas.
   Quando se deixa de encantar-se com a vida, você morre respirando. Vira cinza, um atual walking dead.
    A pessoa que lê vê um mundo mais colorido, emocionante e significativo. Leia mais.